Imóvel de até R$950 mil poderá ser comprado com FGTS



O limite aumentará de R$750 mil para R$950 mil em SP, RJ, MG e DF

Nos demais estados o preço máximo para usar o FGTS será de R$ 800 mil

Ontem (24/11), o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu elevar o valor do imóvel que poderá ser comprado com o Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS), além do valor da casa própria que poderá ser financiada pelas regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), modalidade em que os juros são mais baixos.

Segundo o Banco Central, o limite será maior em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal, porque nessas cidades os custos são maiores, em relação ao restante do país. Esses limites não eram alterados desde setembro de 2013.

O BC informou ainda informou que, para os imóveis financiamentos dentro das regras do SFH, o limite não deverá ultrapassar os 80% do valor de avaliação do imóvel. Porém, se o financiamento prever a utilização do Sistema de Amortização Constante (SAC), o limite poderá atingir até 90%.

Juros

As operações do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) possuem os juros mais baixos, limitados atualmente a 12% ao ano. Quando o preço dos imóveis é maior do que o teto, valem as regras do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). Nesse caso, os juros são de livre negociação entre os bancos e os clientes.

Recursos da poupança

Os bancos empregam recursos da poupança para financiar imóveis que se enquadram nas regras do Sistema Financeiro Habitacional (SFH). Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o volume de crédito para a aquisição de imóveis caiu 45,8% de janeiro a setembro de 2016, em relação a 2015, para R$33,6 bilhões.

Amortização negativa

Segundo Silvia Marques, do Banco Central, a partir de agora está vedada a chamada “amortização negativa”, ou seja, a amortização do saldo devedor terá de ser feita mensalmente – e não apenas o pagamento de juros, o que pode resultar em aumento do valor das parcelas.

“O objetivo é que tenha critério prudente, que vai ter saldo devedor caindo ao longo do tempo”, declarou. Ainda de acordo com Marques, o sistema “price” vai ser mais afetado por essa medida. O Banco Central informou que os contratos não podem admitir qualquer aumento do saldo devedor ao longo do financiamento, e que as operações aprovadas até 31 de janeiro de 2017 poderão ser finalizadas até 31 de março com observância das condições do SFH anteriormente vigentes.