O pilar adornou exemplos monumentais da arquitetura desde a antiguidade, das colunas dóricas do Partenon aos capitéis coríntios do pórtico do Panteão. No Ocidente, os legados dessas formas clássicas foram evoluindo ao longo dos séculos e nos tempos modernos podemos encontrá-los nas dóricas do Lincoln Memorial, as colunas jônicas do pórtico do museu britânico e os pilotis da Villa Savoye.
Hoje, o pilar de seção redonda continua a ser usado em projetos contemporâneos, tanto funcional quanto esteticamente.
Estruturalmente, as colunas são usadas para transferir a carga de compressão de uma laje, telhado ou viga para outra laje ou suas fundações. Por esse motivo, as colunas devem ser feitas de materiais com boa resistência à compressão, podendo incluir concreto, aço, pedra, madeira ou até mesmo fibra de vidro.
O uso de pilares em formatos cilíndricos principalmente em trechos onde envolvem a fachada do edifício, gera como resultado leveza estética com estilo contemporâneo. É sair do convencional, mesmo que seja de maior complexidade de execução.

Os antigos templos gregos que permanecem de pé até hoje eram, em grande parte feitos de pedra, que continua a ser um material popular para pilares hoje. Eles podem ser feitos em uma grande variedade de dimensões, algo que as colunas elevadas da arquitetura monumental da antiguidade podem atestar. As colunas de concreto parecem semelhantes às colunas de pedra, mas normalmente são mais pesadas e podem ser mais difíceis de construir. Estes requerem a confecção de uma forma, normalmente um molde vertical com a forma e dimensão desejadas onde o concreto pode ser despejado.
Da precisão simbólica dos templos clássicos à liberdade formal do modernismo e do contemporâneo, o pilar redondo atravessa o tempo porque resolve duas coisas ao mesmo tempo: sustenta e comunica. Ele organiza a estrutura, mas também desenha a experiência do espaço, criando ritmo, perspectiva e uma certa “calma” visual. Quando bem detalhado e bem executado, deixa de ser apenas suporte e passa a atuar como elemento escultórico, capaz de dar identidade ao edifício sem precisar pedir atenção em voz alta.


